terça-feira, novembro 30, 2004
 

Mas a verdade é que é triplamente melhor amar quem o mesmo sonoro cantarola

Não há dúvida nenhuma.


BDB

domingo, novembro 28, 2004
 

Portanto

O Carlos Tê não está a ver bem a coisa.

 

Resposta

sim.

 
Ou será que se pode começar a gostar de uma música, que até então se desgostava, por amor? Mas que se desgostava de tal forma que ter-se-ia de tomar, de imediato, um vomidrine para adormecer instantaneamente, evitando, assim, os vómitos consequentes? É possível desatinar à brava com a voz da Anastácia e, meses mais tarde, começar a achá-la muito sebem, por amor? Poder-se-á afirmar que se compraria, sem hesitar, o último êxito do fadista Rodrigo, sob pretexto de que o carinho por tal sonoridade, inexistente até ao momento – por motivos muito, muito fortes, nomeadamente as patilhas e os pelos no peito – começou a despontar, de forma bastante acentuada, por amor? O amor por músicas, por grupos, cantores ou por aí fora pode ser inventado por amor? O vomidrine é um comprimido anti-enjoo ou é, na realidade, um soporífero, e andaram a enganar-nos este tempo todo?

 

Não se ama alguém que não ouve a mesma canção



quarta-feira, novembro 24, 2004
 
Uma palavra para os que, por motivos alheios a este blogue, não vão, hoje, a partir das dez e meia, um quarto para as onze, onze, ao Santiago Alquimista , ver os Repentment, a suprabanda do Elefante: vergonha!

sábado, novembro 20, 2004
 

Precisamente

"Sim, a verdade é que eu penso que as questões religiosas não devem impor-se ou sobrepor-se às questões civis. São do domínio pessoal, da «comunidade de crentes», do meu minyan. Somos nós que estamos no mundo; Deus não se aproxima desta atmosfera.". No Aviz.

sexta-feira, novembro 19, 2004
 

Set me free, why don't you babe - Ode às sextas-feiras

Ist-to-não-é-u-ma re-pe-ti-ção.-É-u-ma-cons-ta-ta-ção.
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A campanha continua. Para que nunca nos esqueçamos, para que nunca nos esqueçamos.

 

Margem sul power ou o momento por que todos esperávamos IIII

Antes de mais qualquer coisa que aí venha - e vem -, gostaria de dizer que não sou groupie. Não sou, não sou, não sou. E não tenho culpa de quase nada. É. Mas, portanto, os Da Weasel ganharam o Best Portuguese Act, lá nos prémios da MTV, em Roma, papando, deste modo, malta como os Clã (ou o Gomo, mas mete tanto medo, o Gomo, que não parece que seja para aqui chamado). Toma lá e embrulha, independentemente de não saber bem qual a proporção deste prémio ou mesmo o que ele significa. Ao contrário do que a maioria da população - apagados - pensa, este talento não é de agora. É de sempre. Oh yeah, bebé.




Esta foto foi tirada por mim, na máquina excelsa da minha amiga Nádia. Depois, arranjei-a com umas mariquices lá no photo não-sei-quê, mas é tudo caseiro.



quarta-feira, novembro 17, 2004
 

Olha, fiquei contente









Qual prostituta cinematográfica você é?





via Santinha.

terça-feira, novembro 16, 2004
 

Ainda os E. U. A. – Kerry Lyrics*

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When light goes down, I see no reason
For you to cry. We’ve been through this before
In every time, in every season,
God knows I’ve tried
So please don’t ask for more.

Can’t you see it in my eyes
This might be our last goodbye

Kerry, Kerry, things they change my friend
Kerry, Kerry, maybe we’ll meet again

I read your mind, with no intentions
Of being unkind, I wish I could explain
It all takes time, a whole lot of patience
If it’s a crime, how come I feel no pain.

Kerry, Kerry, things they change my friend
Kerry, Kerry, maybe we’ll meet again
again
again


*adaptado. dos Europe.

sexta-feira, novembro 12, 2004
 

Black is black, I want my baby back - Ode às sextas-feiras

(this blog is not a rebel blog)



Lovely is the feelin' now
Fever, temperatures risin' now
...
Keep on with the force don't stop
Don't stop 'til you get enough
...

(in the mood for dance, of course)

quinta-feira, novembro 11, 2004
 

E agora, o momento por que todos esperávamos (III)

A série Marés Vivas - em americano, Baywatch -, cujo protagonista era o alcoólatra, mas boa pessoa, David Hasselhoff, que nos acompanhou por cinquenta e sete verões e meio - quer na versão original, quer na versão repetida -, e que notabilizou mamas como as da Pamela Anderson e de outras parecidas, vai ser - alto e pára o baile - adaptada ao cinema.

Isto hoje o dia está a correr bem.




Olha lá, morreu mesmo? O morto?

 

Cabrão do Sol... está-me a encandear os ouvidos.



Josh Rouse, dia 15 de Dezembro, no Fórum Lisboa.

 

E agora, o momento por que todos esperávamos (II)

Faltam 24 dias úteis para vermos o precious, my precious Jay-Jay Johanson a actuar na Aula Magna*.


*obrigada, nádia!**
**pela informação, claro.


 

E agora, o momento por que todos esperávamos (I)

O morto morreu.

 

Portanto, uma das morais da história é que:

o copianço gera deslincanço.

domingo, novembro 07, 2004
 

Sessão das 18 horas de hoje pretextada

«Memento (2000)

Based on his brother Jonah's story Memento Mori, British director Christopher Nolan's second feature is near-perfect psychological puzzle. Known to movie buffs as "the film filmed backward", this modern film noir is told in stops and starts. Scenes appear in reverse chronological order then move forward again, presenting information that os useless until another parcel of the plot is supplied. An annoying gimmick is another director's hands, Nolan makes the chronological scene shifting an effective way to unfold what is essentially a misguided murder mystery where the hero may or may not know that his facts are not "the facts".»

Isto foi, nada mais, nada menos, que um visível pretexto para bradar que tenho em mãos, e desde Agosto do corrente, diga-se, o imprescindível 1001 Movies you Should see Before You Die (Schneider, Jay Steven (General Editor), London, Cassell Ilustrated, 2003. Selected and written by leading international critics), de onde retirei aquele excertinho. Portanto, se vos passar pela ideia coisas do género "epá, a batukada é que era uma tipa fixe para me dizer de quem é a fotografia do Faster, Pussycat! Kill! Kill!", ou ainda do género "epá, a batukada é que era uma tipa fixe para me dizer de que ano é o Nattavardsgästerna", não escrevam para o e-mail que ali está em cima para o que der e vier e comprem mas é este livro.

Foi também, por outro lado, um visível pretexto para aqui deixar dois beijinhos. Um para o compadre e outro para a comadre .

quinta-feira, novembro 04, 2004
 

A minha comiseração por indivíduos, cuja personalidade é decalcada de outras


É nula. Até porque não se justifica. E aborrece.

Banda sonora deste post: Making plans for Nigel, a brilhante homenagem dos Nouvelle Vague aos XTC. This is pop, man...

Até há bem pouco tempo, não me parecia nada viável a ideia de existirem indivíduos com falta de personalidade. Desde cedo, solidifiquei – tendo me sido cedido o cimento por várias empresas de venda de materiais de construção, nomeadamente a Filosofia, S. A. – a ideia de que cada pessoa tem, pelo menos, uma personalidade que o torna individual, único e ser vivente, pensante. Prova disso seria a constatação de não existirem duas pessoas iguais. Acontece que há cimentos que mais parecem betumes de má qualidade. Não que a culpa seja da empresa que o venda, mas mais pela expectativa de quem o compra e utiliza. O que não deixa de ser enervante, mas é, principalmente, necessário e feliz, ao mesmo tempo.
A verdade é que há pessoas iguais, no que à personalidade diz respeito, mas no sentido casual da coisa, o que é sebem. E não há nada como viver meia hora a mais, ou duas horas, ou meses, ou dias, em contacto com o próximo – física ou literariamente –, para nos apercebermos disso mesmo. Até podem, eventualmente, pensar de diferentes maneiras, mas têm um modo de agir, de seguir, de rir, de reagir idêntico, ou até de escrever, que as aproxima, ou não. Eu posso ter, por exemplo, uma batukada tal e qual a mim, no sentido personal da coisa, noutro lado qualquer da Terra – olha, no Ghana, por exemplo – , e nunca saber da cena. E não deixaremos – eu e a outra batukada – de ser indivíduos únicos por isso. Mas é uma casualidade, e ponto final, que não há mal. Porque, porra, vivemos no mesmo mundo. Absorvemos as mesmas coisas, caramba. A minha amiga Sara – mais um bocadinho e era minha irmã, alto lá – é psicóloga e comunicadora exímia, e faz o favor de me explicar estas coisas. Com lápis n.º 3 e papel quadriculado A5 e tudo, se for o caso. Nunca calhou, mas tenho a certeza de que era pessoa para pegar no lápis n.º 3 e no papel quadriculado A5 para me explicar estas coisas. Importantes.
Agora andam, por aí, a cair-me lascas betumadas de desilusão, lá está. Mas as lascas de desilusão não andam a cair por causa de não sermos únicos, no que à personalidade diz respeito. Não, pá! É que, no meio disto tudo, que é muito bonito, há – facto consumadíssimo – personalidades e, consequentemente, indivíduos, que se ancoram, deliberadamente, a outras que já existem, numa tentativa de fundição absoluta, ou decalque, enfim, para, assim, esconderem os seus menos. Para esconderem a merda que são, por assim dizer. É desagradável. Não me cheira a indivíduos. Cheira a qualquer coisa aborrecida. É como comprar o vestido-sucesso do mês e mostrá-lo à amiga, que no dia seguinte compra um igual. Ou pior. Pior, se calhar. É como comprar o vestido-sucesso do mês e mostrá-lo à amiga, que no dia seguinte compra um igual, e ainda tem o descaramento sonso de dizer que não o viu antes na amiga que o comprou primeiro. E digo mais, por mim, os decalques eram corridos à pazada. Até porque não têm razão nenhuma de ser. Nenhuma.

Com tanto que há para respirar, absorver, aprender, interpretar, devorar e criar neste maravilhoso mundo, e em não bastando as influências e as inspirações em outros, eu pergunto expletivamente: quanta falta de vergonha é precisa para se cravar uma âncora numa pessoa sem aviso, nem permissão?

Os mini-posts seguem dentro de momentos.

 

e pluribus unum

O predatado morreu. Damn you e tal. Mas vai daí, o predatado ressuscita – olé! – e em forma de Conversas com os meus botões. Que sebem, que sebem...

Allez, pre!

quarta-feira, novembro 03, 2004
 

É a democracia, estúpido*

E é mesmo assim. Este povo americano fascina-me. Juro que me fascina...



*título declaradamente adaptadíssimo.

 

Epá, granda blogue I

[Corrigido – agradecimentos à bolacha maria pelo reparo]

Conta Natura.

terça-feira, novembro 02, 2004
 

Por mim, estou calminha

Porém, continuo a achar - sob pena de me epitetarem de luísa batukada osória, mas, olha, sebem - que todos deveríamos votar nestas eleições. Vamos, calminhos, ver o que é que sai daqui...

Por outro lado, a Paula Rego é uma excelente pintora. Brilhante, aliás. De tal maneira, que saí de Serralves com uma vontade de vomitar, que é uma coisa incrível. Ainda que tal observação se assemelhe, ou se iguale, a qualquer coisa antagónica - mas calma - que possa pairar na minha consciência, não o é, de facto. Serei uma espectadora mete-nojo? Bom, não me preocupa. Estou calminha e sebem. A senhora é mesmo fantástica, sem dúvida. É uma exposição obrigatória.

Não obstante, a também brilhante ângela berlinde é de um talento que só visto. Só mesmo visto. Obrigatório, óbvio.

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